OFICINAS
Hoje, às 9 horas, iniciaram-se as oficinas de arte.
Fotografia Digital
Um grupo de alunos que integram a V Bienal de Arte dos Colégios Jesuítas participou da oficina “Fotografia Digital”, promovida pela professora de Artes do Colégio Santo Inácio Angeline. Segundo ela, o objetivo da oficina é instigar o olhar das pessoas para o registro das fotos, é mostrar às pessoas os outros detalhes que a lente não pode captar. A professora ainda explicou o significado de fotografia (escrita da luz) e disse que, apesar de pensarmos que ela seja uma coisa dos tempos modernos, data do século V a.C. No primeiro momento do evento, Angelina apresentou slides de imagens ora manipuladas por softwares gráficos e colagens ora “cruas”, sem nenhum tipo de manipulação, sendo apenas “bem pensadas”. Mostrou ainda nos slides a base das câmeras fotográficas, as chamadas câmaras escuras e o conceito de perspectiva. “Temos que tomar cuidado com o que a gente coloca nas fotos, temos que respeitar a ética da imagem”, disse ela ao Jornal da ETE.
(Thales Molinari para o ETE Online)
Puerta del sol… vivenciando a poesia latina
Às nove horas do dia 1º de novembro a professora Jeany Amorim do Colégio Anchieta ministrou a oficina “Puerta del sol…vivenciando a poesia latina”. Seus primeiros trabalhos foram com a poesia na língua portuguesa, mas tomou gosto e se aprofundou por toda a poesia latina. “A arte te proporciona um sentimento único de interiorização, te deixa em contato com seus próprios sentimentos” disse Jeany. A professora acha que quando a pessoa se encontra em uma situação de caos interno, o trabalho com uma música calma proporciona um alívio interno. Os alunos leram um poema e fizeram uma arte a partir da interpretação do mesmo expondo seus sentimentos.
(Audrey Rezeck Oppenheimer para o ETE Online)
Canto
No dia primeiro de novembro, a partir das 9 horas, teve início o segundo dia de oficinas da “V Bienal de Arte”. A sala 44 sediou, novamente, a belíssima aula de canto com a professora de música Rute, do Colégio Santo Inácio. Após ensinar diferentes técnicas de postura, Rute comentou sobre a utilização errada da respiração, que pode causar problemas ao dormir e falar, por exemplo. “Nós não desenvolvemos nem 50% da nossa capacidade respiratória”, enfatizou.
Para colocar em prática os ensinamentos, a professora destribuiu partituras com um arranjo da música mexicana “La Bamba” (que foi composta há mais de 300 anos), “Baila Comigo”, da cantora Rita Lee e “Casa de Bamba”, de Martinho da Vila. O resultado final foi surpreendente para Rute, que até propôs uma apresentação na festa de hoje à noite. Ao final da oficina, perguntei se todos podiam cantar, independente de dom. Ela resopondeu que no coral do Colégio muitos alunos desafinados chegam para aprender, e com o tempo e com o treino, se desenvolvem bastante. “Alguns ficam frustrados no início, por serem desafinados, mas quando recebem elogios, vêem que estão melhorando e acabam motivados. Mas sempre têm vozes de destaques e outras menores.”
(Marina de Carvalho para o ETE Online)
Sons dos Povos Andinos
A oficina “Sons Dos Povos Andinos” busca despertar a sensibilidade das pessoas através da música. As músicas permitem às pessoas se deixarem levar tanto de corpo quanto de mente. Relaxa, acalma e aguça os sentidos para as coisas ao seu redor e em suas próprias mentes.
(Paulo Fernando Dias Clébicar para o ETE Online)
Sabonetes Artesanais
Na manhã do dia 01 de outubro de 2009, domingo, aconteceu no laboratório de Química e Biologia da ETE FMC a oficina de “Sabonetes Artesanais”, dirigida pelos professores de Química Neuza Kallás e Adriano Maglioni e auxiliada pelos alunos Felipe, Karina, Elizângela, Isadora, Michelle, Viviane, Carla e Elisa. Com o objetivo de interagir a ciência com a arte, os participantes foram divididos em quatro grupos para diferentes atividades – produção de shampoo, sabonete líquido e em barra e caixas enfeitadas. Os alunos puderam aliar a criatividade e a química construindo sabonetes de vários cores e cheiros e colocando-os em caixas adornadas para que fossem sorteados para os alunos no final da atividade. Em entrevista, o professor Maglioni, ETE, comentou: “A ideia de colocarmos na Bienal esta oficina nasceu dentro de sala de aula quando, com os alunos, começamos a fazer estudos práticos e descobrimos o valor de botarmos a Química entre os dedos”. Por fim, como muitos sabonetes e shampoos foram produzidos, todos os participantes desta oficina ganharam a arte que fizeram como lembrança.
(Filipe Bueno Vilela para o ETE Online)
Jogos teatrais
Na sala 82 da ETE a professora Rosângela do Colégio São Luís, ministrou a oficina “Jogos Teatrais”, onde os alunos criaram pequenas apresentações improvisadas a partir de um tema proposto por ela. Todos se divertiram e aprenderam a ser espontâneos. “Você não precisa ter vergonha, o bom é interagir com um grupo de pessoas completamente diferentes e acabar percebendo que elas são pessoas extrovertidas”, diz a aluna Thaís Alexandra Fontes do Colégio São Luís. Em seguida os participantes apresentaram-se individualmente, mas muitos se recusaram por vergonha. Rosângela alertou-lhes sobre a exposição e como ela pode ajudar no dia-a-dia, “Passar por uma exposição ao ridículo faz parte do nosso aprendizado, ensina-nos a tornar pessoas melhores.”. Por fim fizeram um exercício de relaxamento e foram para o lanche. “No início fiquei apreensiva porque não conhecia nada e nem ninguém por aqui, mas descobri que a ETE é um colégio maravilhoso e está de parabéns pelo evento, se eu pudesse voltaria muitas vezes.”, diz a aluna Thaís Alexandra Fontes.
(Ludmila Moreira para o ETE Online)
Retábulos e Mitos
A professora Mara Lourdes dirigiu a oficina “Retábulos e mitos” no terceiro dia da Bienal, os alunos foram convidados a criar retábulos, trabalhos decorativos em altar, utilizando material reciclável. Segundo ela, um dos grandes objetivos é o entrosamento do trabalho em grupo, uma vez que os alunos conversam e se conhecem durante o trabalho. Os retábulos continham elementos da mitologia local, o catolicismo se misturava com símbolos sagrados dos índios e africanos da região. Mara diz estar contente com a reação dos alunos e em uma palavra expressa a Bienal: “Amor”.
(Bruno Ferreira Santos para o ETE Online)
Música e Movimento
Hoje, 3º dia da Bienal, na oficina Música e Movimento, pode-se notar a interação da música na sociedade humana. A professora Gabriela, que trabalha na área de música há 10 anos e já viajou por alguns países da América Latina, mostrou músicas típicas de países Latinos e ensinou aos participantes danças, ritmos e brincadeiras a partir delas. Após a aprensentação das músicas, a professora pediu que os alunos se dividessem em 2 grupos e criassem uma letra de música para um dos ritmos apresentados anteriormente. Como disse a professora, “há um grande envolvimento entre as pessoas na música”.
(Álisson Feliciano Pontes Morais para o ETE Online)
Pintura em tecido (estamparia)
Na manhã do dia primeiro de novembro, após tomarem café, os alunos, separados por grupos, seguiram para as oficinas artísticas. Dessa vez, acompanhei a oficina de pintura em tecido (estamparia), coordenada pela professora Maria do Carmo e sua auxiliar Mônica, ambas do Colégio Santo Inácio, do Rio de Janeiro. Foi transmitido aos alunos as técnicas utilizadas em alguns trabalhos do colégio, como, por exemplo, a organização dos desenhos dividos em malha, quadriculado ou listrado. Depois de uma breve instrução, eles colocaram a mão na massa e escolheram os ícones vazados, todos retirados dos artesanatos latino-americanos. Perguntei aos alunos se estavam gostando. Sem excessão, todos estavam se divertindo, mas me chamou a atenção a resposta do aluno do próprio Santo Inácio, Antônio Bernardes, que disse: “São muito boas as oficinas, porque realmente a gente pode ir pelos caminhos da América Latina e Caribe através da arte”. Após o término da atividade, todos se confraternizaram no pátio a espera do almoço.
(Marina Bahia para o ETE Online)
Máscaras Faciais
Atividade ao ar livre com muita criatividade e trabalho em grupo.
A Professora de Artes do Colégio São Francisco Xavier, Vânia, apresentou um pouco do seu trabalho com máscaras na oficina, onde os alunos participantes se dividiam em duplas para tirarem moldes de gesso dos rostos de seus respectivos pares. Após o primeiro molde concluído, os alunos se revezam e é a vez do artista virar “molde”. Durante o processo de moldagem, os alunos riem e se divertem com a situação, talvez quem esteja servindo como modelo, ou como brincou a profª Vânia, servindo de vítimas da criatividade, aproveitem um pouco menos, mas a dinâmica de grupo é aprovada por todos e não há quem esteja insatisfeito. Ao perguntar à professora, que leciona do 1º ao 9º ano, sobre o que a arte melhor trabalha nos alunos, ela é direta: “O entrosamento”. Esta afirmação é confirmada apenas olhando para o grupo, onde cada um acaba fazendo novos amigos e se aproximando ainda mais dos já conhecidos.A oficina é extremamente relaxante, a atividade é ao ar livre e quem faz as máscaras se diverte e os modelos dizem que a sensação é boa. A professora Vânia se diz surpresa, pois achava que a ETE talvez tivesse carência de um lado artístico, mas aprova entusiasticamente a V Bienal de Arte que a ETE sedia.
(Túlio Souza Costa para o ETE Online)
ENSAIO
Alunos dos colégios jesuítas São Luís e São Francisco Xavier (Sanfra) irão encenar na noite de hoje, 01/11/09, a peça teatral “Nuestra América Nanica”. Regado a tangos e batuques, a peça começa e termina com os participantes refazendo a obra “Guernica”, de Pablo Picasso, sendo eles próprios os elementos dela. Segundo eles mesmos, “Guernica” representa o sofrimento do povo da Espanha, de onde parte a história. “Pesquisamos sobre a cultura da América Latina e vimos que ela tem origem na Espanha. Então buscamos um ponto de partida na obra Dom Quixote, de Cervantes, obra na qual o personagem Quixote quer mudar o mundo através da arte. Pensamos na reação dele se visse a Espanha na situação da Guerra Civil Espanhola, por exemplo. Imaginamos que se mudasse para a América Latina como fuga e encontrasse o narcotráfico, as ditaduras, as revoluções. Imaginamos também que terminasse voltando para a Espanha depois do que viu na América”, explica Tuna, diretor da peça. Da Espanha os alunos passam por Colômbia, Chile, e outros países, de acordo a declaração de Tuna.
(Thales Molinari para o ETE Online)
GRUPO ANDINO
Após o almoço, um Grupo Andino se apresentou no Restaurante com suas músicas tradicionais que contagiaram a todos presentes.
VISITAS
Hoje, 01/11/09, a partir das 15 horas, começaram as visitas dos participantes da V Bienal de Arte dos Colégios Jesuítas ao Centro Cultural Anchieta (CCA), onde foram visitados o Museu da ETE e uma exposição na qual se falou sobre a religiosidade andina, a um “stand-up show” com os humoristas “Derso e Jerso” chamado “Contadores de Causos” , e ao Espaço Expositivo, onde foram expostos os trabalhos feitos pelos alunos para esta Bienal.
Museu da ETE
Os alunos das equipes Amarela A e B puderam acompanhar, durante a visita, toda a história da ETE “FMC” desde a idealização de uma escola utópica por Luzia Rennó Moreira, conhecida por Sinhá Moreira, até a realização da ProjETE e da SolidariETE, passando por câmeras de filmagem e antigos microcomputadores e televisões. Segundo o professor de Eletrônica Aplicada da ETE Antônio Marcos de Souza, o objetivo da visita foi mostrar a história de D. Sinhá, que conseguiu, com suas ideias e dinheiro (era uma moça da aristocracia mineira), transformar uma rural e fazendeira Santa Rita do Sapucaí num polo tecnológico.
Religiosidade Andina
Logo depois de visitarem o Museu da ETE, os alunos foram a um espaço onde pôde-se conferir a fervorosidade religiosa, seja ela pagã ou católica, na América Latina. Segundo a professora de Biologia da ETE “FMC” Anatália, a religiosidade pagã é rica na América Latina, mas a religiosidade católica é predominante, por isso teve-se a oportunidade de se ver tantas Nossas Senhoras no local. A professora ainda falou sobre o Poeta Gentileza ,um homem simples do Rio de Janeiro que usava pinturas e palavras e falava de pequenos sentimentos, como o amor. A monitora Júlia Volpato achou a exposição interessante, pelo fato das escolas não estarem separadas.
Contadores de Causos
Após a visita ao CCA, o grupo Amarelo foi ao Anfiteatro para assistir a um Stand-Up Show chamado “Contadores de Causos”, apresentado por “Derso e Jerso”. Causos, como o da Dona Morte, o do palavreado mineiro e a “aula de inglês”, fizeram todos cair na gargalhada, com o bordão de Derso “e vice-versa…” sempre presente. “Brinco com os mineiros, exalto os mineiros”, conta Clisthenis Betti, o “Jerso” da dupla “Derso e Jerso”.
Espaço Expositivo
Depois dos “Contadores de Causos” darem o ar da graça no anfiteatro, foi a vez dos alunos apreciarem não só o trabalho que fizeram para a V Bienal de Artes, mas também os que outros alunos dos outros colégios presentes fizeram. A ETE “FMC” focou no tema “Revoluções de Esquerda” na América Latina, mostrando figuras como Ernesto “Che” Guevara e Hugo Chávez em suas obras. Primeiro se apreciavam trabalhos da parte interna e depois os da parte externa, dividindo o grupo Amarelo em A e B.
(Thales Molinari para o ETE Online)
APRESENTAÇÕES, ENCERRAMENTO E BALADA
Na última noite da V Bienal de Arte, logo após o jantar, foi apresentada a peça “Nuestra América Nanica”, encenada pelo grupo de teatro do Colégio São Luís e Sanfra, seguido pelo encerramento oficial, quando foram distribuídas lembranças do evento, e por fim, o Coral da ETE. Após saírem do Auditório Sinhá Moreira (ETE FMC), os alunos seguiram para a balada “Preto X Branco” e os educadores para uma confraternização na Casa Nossa Senhora da Paz.
